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História da Cidade

HISTÓRIA DE COLÔNIA DO GURGUÉIA



Colônia do Gurguéia nasceu de um projeto de Colonização que teve inicio no dia 13 de maio de 1959. Na época o então presidente da republica Juscelino Kubitschek de Oliveira, atendendo ao pedido do arcebispo metropolitano de Teresina, Dom Avelar Brandão Vilela, pelo decreto 45.219/59, outorgava a criação do Núcleo Colonial do Gurguéia, a ser instalado ás margens do Rio Gurguéia, nos Municípios de Elizeu Martins e de Cristino Castro, em área de 24. 263 hectares, nas glebas Piripiri, Feliciana e lagoa Cercada, no Município de Elizeu Martins e gleba Barra dos Porcos, no município de Cristino Castro. Os principais motivos responsáveis pela escolha daquela área de terra foram: o Rio Gurguéia responsável pela riqueza da região, o solo fértil, a grande extensão de terras boa para a plantação e a flora da região que fornecia uma grande variedade de madeiras.
Com o projeto de colonização aprovado pelo presidente da república e com a missão de ser o primeiro administrador nas mãos, o agrônomo Agostinho Reis que batalhara tanto para realizar ali a implantação daquele núcleo, tem agora a árdua tarefa de fazer aquele ambicioso projeto ir adiante, cuidou logo de dar inicio aos trabalhos de instalação do núcleo, era um projeto colonizador que vinha tirar o sertanejo piauiense da triste situação em que vivia.
Por está bem próximo do dia 13 de maio, data que se comemora a libertação da raça negra e também o dia de Nossa Senhora de Fátima, o agrônomo Agostinho Reis marcou também para esta data o dia do lançamento da pedra fundamental do projeto de colonização. Muito ansioso, o agrônomo cuidou dos preparativos para a ocasião, convidou todas as pessoas que viviam às margens do Gurguéia os (ribeirinhos), convidou também algumas autoridades da circunvizinhança, pois seria uma solenidade de grande importância para toda aquela região.
No dia 13 de maio de 1959, Agostinho Reis, junto com os moradores da região, os anfitriões, fizeram a solenidade de lançamento da pedra fundamental de inicio das obras do projeto de colonização do Gurguéia. A solenidade aconteceu debaixo de um pé de pau-d´arco numa localidade chamada Piripiri, bem próximo de onde seria o núcleo. Naquela oportunidade estavam presentes algumas autoridades da região como: o Juiz de direito da comarca de Jerumenha Dr. João Martins de Araújo Costa, também estava presente o Prefeito Municipal de Elizeu Martins o Sr. Lourival Araújo e o reverendíssimo Padre José de Anchieta que representava sua excelência reverendíssima, o arcebispo Dom Avelar Brandão Vilela e que ia celebra uma missa como parte da solenidade.
Dom Avelar Brandão Vilela, que foi o mentor intelectual do projeto colonizador, era o convidado de honra para aquela solenidade, mas por motivos superiores avisou com antecedência que não poderia comparecer àquela festa, foi então que Agostinho Reis pediu que ele se fizesse presente através do o Padre Anchieta.
Após a celebração da missa o Agostinho Reis, que era chamado carinhosamente de Doutor, fez um empolgante discurso para os moradores daquele vale. Ao discursar, o agrônomo proferiu as seguintes palavras:
--- Em nome do governo federal, declaro iniciados os trabalhos de instalação do Núcleo Colonial do Gurguéia. Fiquem todos certos de que “os ventos benfazejos do progresso haverão de soprar em direção a estas paragens e num futuro que esperamos ser o mais breve possível, neste local surgirá um grande pólo de desenvolvimento” --- foram estas as palavras proferidas pelo agrônomo Agostinho Reis.
Naquele momento, no dia 13 de maio de 1959, nascia para aquele Vale, a esperança de um futuro melhor. Era gratificante o que aquelas pessoas viram e ouviram naquele dia. Pessoas que nunca imaginaram ter seu próprio pedacinho de terra para plantar, naquele momento ouviram que seriam assentadas naquelas terras as quais eles seriam donos. Naquele dia, aconteceu na área do assentamento, uma grande festa, pois aquela solenidade, era também um acontecimento inédito naquela região.
--- Naquele momento nascia no ego daquela gente, a esperança de um futuro melhor. No semblante da cada pessoa ali presente eu pude sentir a esperança de que alguma coisa iria mudar para aquele povo, e que naquele momento despontava para aquela região, uma nova aurora, portadora de um brilhante porvir para toda aquela gente até então abandonada à sua própria sorte. GURGUÉIA: O Vale da Esperança pág 46.


EMANCIPAÇÃO POLITICA DE COLÔNIA DO GURGUÉIA.

A Cidade de Colônia do Gurguéia foi emancipada politicamente no ano de 1992, sob o projeto de lei estadual nº 477/92 de 29 de abril de 1992, onde a mesma se tornou independente do Município de Elizeu Martins. Com a divisão territorial do município, a cidade se tornava de fato uma circunscrição administrativa autônoma do estado, governada por um prefeito e uma câmara de vereadores. A data 29 de Abril comemora-se o aniversario da Cidade de Colônia do Gurguéia.
Depois da emancipação política, o povo de Colônia do Gurguéia queria eleger o Padre Anchieta para ser o primeiro prefeito da cidade, nada mais justo do que isso, tendo em vista que o Anchieta devotara a sua vida de corpo e alma em busca do bem para aquele povo. O nome do Padre Anchieta era forte, ele teria que ser o candidato de qualquer jeito, ou se não, qualquer nome por ele indicado teria o apoio do povo, mas isso era fora de cogitação dos populares, a comunidade não abria mão de ter o Anchieta como o primeiro prefeito da cidade, mas infelizmente a população foi constrangida por uma ação da oposição que cassaram os direitos do velho guerreiro, impedindo-o de ser candidato. A voz rouca das ruas era uma só: “O nome que o Padre Anchieta indicar, será o meu candidato”, essa era a voz que se ouvia em Colônia do Gurguéia. Ora, só restava ao Padre Anchieta indicar um nome que pudesse honrar o seu, junto às camadas populares. Como era amigo íntimo do Sr. Crispim Pereira de Araújo, que há tempos trilhavam juntos, Padre Anchieta o convidou para ser o candidato do grupo numa chapa com a Srª. Maria de Jesus de Oliveira Alves, ali estava formada a dupla que governaria a Cidade de Colônia do Gurguéia nos primeiros quatro anos de administração. A chapa da oposição era formada por pessoas significantes na cidade, pessoas respeitadas e queridas por todos, o Sr. Izaias Rocha da Silva, colono pioneiro e funcionário aposentado do INCRA, candidato a Prefeito e a Srª. Raimunda de Sousa Martins, professora muita bem quista na cidade, candidata à vice-prefeita, mas o fato da população não os ter elegido, não se dá por conta de suas idoneidades, mas porque eram gratos de tal maneira ao Padre Anchieta por tudo que ele fez à comunidade, que seria muita injustiça não lhe retribuir esse feito dando-lhe o mandato de prefeito, e mesmo que o vigário não fosse candidato qualquer nome por ele apresentado teria o apoio da população.


A data 29 de Abril comemora-se o aniversario da Cidade de Colônia do Gurguéia. No dia 30 de julho foi promulgada a primeira lei orgânica do Município de Colônia do Gurguéia. Os vereadores formaram uma comissão para a elaboração da nova carta magna, sendo assim o vereador Itamar Araújo presidente, o vereador Washington Trindade relator, o vereador Carlos Eugenio Constancio, membro.

Projeto de lei nº 001/93, de 20 de maio de 1993, do vereador Itamar Araújo, lei essa pela qual foi criada a Bandeira do município de Colônia do Gurguéia nas seguintes cores: verde, azul e o sol amarelo. A cor azul: simboliza a água e o céu; A cor verde: simboliza as matas do vale do Gurguéia; O Sol: simboliza a energia do povo coloniense. No canto superior direito está posicionado o Sol, no canto superior esquerdo o nome: COLÔNIA DO GURGUÉIA.

O brasão de Colônia do Gurguéia foi criado sob o projeto de lei nº 006/95, de 21 de Agosto de 1995, do vereador Itamar Araújo. O Brasão tem o formato de um triangulo com dois ramos nas laterais e um peixe no centro.
Triângulo: simboliza as fontes de energia
Peixe e água: simboliza as fontes de alimentos
Os ramos: simbolizam a agricultura.

O Hino Municipal de Colônia do Gurguéia foi criado sob um projeto de lei da vereadora Zélia Menezes e aprovado por unanimidade na Câmara Municipal de Colônia do Gurguéia.
Letra: Ademir Alves de Andrade e participação de José Carlos Gonçalves Teodoro
Musica: Ademir Alves de Andrade.




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