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Educação e Cultura |
HINO MUNICIPAL DE COLÔNIA DO GURGUÉIA:
Letra: Adelmir Alves de Andrade e José Carlos Gonçalves Teodoro
Música: Adelmir Alves de Andrade
O Gurguéia reconhece o seu valor
Sob o sol ardente de uma manhã
Com o projeto de colonização
Deu inicio a esperança do amanhã
Quando o projeto chegou por estas terras
Começaram apenas com a desmatação
Construindo este belo patrimônio
A COLÔNIA vive em nossos corações
A riqueza do nosso Gurguéia
É o alvo de qualquer visão
Nosso rio fornece suas águas
Garantindo nossas plantações
Somos filhos da mesma terra
Não importa a raça ou a cor
Recebemos de braços abertos
Qualquer um que precisa de amor
Somos filhos da mesma terra
Não importa a raça ou a cor
Recebemos de braços abertos
Qualquer um que precisa de amor
Acordamos sempre com o pé direito
Mais um dia de rotina vem chegando
Damos graças ao Senhor por este dia
E o trabalho que está nos esperando
Cada dia nós crescemos mais um pouco
De mãos dadas nó seremos vencedores
Com o sorriso cheio de prosperidade
E na face o olhar de vencedores
Sobre o solo desta pátria amada
Instalamos nossas construções
Nossas terras produzem alimentos
Que sempre supre nossa sustentação
Como escudo levo no peito
A coragem para lutar
Nas mãos levo as marcas
Agradecido a quem nos ensinou lutar
Temos terras para a agricultura
Temos escolas para as crianças
Temos Deus sempre ao nosso lado
Dando força e mais esperança
Temos Deus sempre ao nosso lado
Dando força e mais esperança.
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HISTÓRIA DE COLÔNIA DO GURGUÉIA CONTADA EM CORDEL POR
Adelmir Andrade
QUERIDO LEITOR AMIGO, LEIA COM MUITA ATENÇÃO E GRAVA CADA PALAVRA NA MENTE E NO CORAÇÃO.
Meu amigo e minha amiga entendam o que vou dizer
A história da Colônia que vou contar pra você
Deve ser repercutida relatada entre as famílias
Para todas as gerações poder ELA conhecer.
Escute com atenção como tudo começou
Dom Avelar Brandão Vilela quando ao Piauí chegou
Teve a preocupação com a vida do cidadão
Os moradores rurais sertanejos sofredores.
Dom Avelar Brandão Vilela procurou se inteirar
De toda a situação para poder ajudar
Precisava de alguém que conhecesse de fato
A vida daquela gente pra poder lhe relatar.
Foi ai que apareceu um jovem recém formado
Graduado em agronomia que conhecia o estado
Contou tintim por tintim cada casa a miúdim
Aquela realidade deixou o bispo preocupado.
Algo tinha que ser feito e imediatamente
O arcebispo pediu recorreu ao presidente
Solicitando a criação de um Núcleo Colonial
Lá naquela região pra ajudar aquela gente.
Juscelino Kubitschek atendendo a solicitação.
Decreta uma nova lei permitindo a criação
De uma reforma agrária assentamento de famílias
Aquelas mais carecidas lá das bandas do sertão.
O Piauí recebia uma nova reforma agrária
A lei fora sancionada para aquela empreitada
Mas ainda carecia um estudo detalhado
De uma área favorável de terras adequadas.
O arcebispo queria o projeto implantar
Nas margens do Parnaíba praquelas terras irrigar
Mandou Agostinho Reis àquela área estudar
Mas o agrônomo florianense não se agradou de lá.
O tempo estava passando e nada de solução
O projeto aguardava apenas a implantação
Mas com aquele relatório de uma área inadequada
Tudo era mais difícil e as verbas não vinham, não.
Dom Avelar agoniado não sabia o que fazer
Seus planos quase esgotados e o problema a resolver
Temia acabar o prazo para apresentar os dados
Sem ter nada preparado e a reforma se perder.
Mandou chamar Agostinho e perguntou sua idéia
O agrônomo respondeu: “Olhemos para o Gurguéia”
Entre Elizeu e Cristino existe uma grande gleba
Terras que produz de tudo Vale de fazer inveja.
Mais uma vez Agostinho recebia a missão
De estudar cada metro da nova área de chão
Não podia demorar logo tinha que voltar
Com o relatório das terras detalhado em suas mãos.
Jovem cheio de vontade Agostinho apeou
Lá nas terras do Gurguéia e a inspeção começou
Estudou área por área fazendo aquele trabalho
Percorreu todo o vale com carinho e muito amor.
Concluído aquela analise confiante o agrônomo estava
A área para o projeto dúvida não mais lhe restava
Era aquela dita gleba lá no Vale do Gurguéia:
Piripiri e Feliciana onde ele inspecionava.
Com o relatório completo Agostinho queimou o chão
No gabinete do bispo pôs o estudo em suas mãos
Dom Avelar com a papelada desaba para o RIO
Era mais um desafio em busca de solução.
O estudo era perfeito já que a terra era adequada
Atendendo os requisitos para uma reforma agrária
Juscelino Kubitschek assinara a transferência
Para a implantação de o Núcleo ser feita naquela área.
Transferência assinada a tarefa se dobrou
O Núcleo Colonial precisa de um instrutor
Como estava sempre à frente junto com o arcebispo
Agostinho é escolhido pra ser o administrador.
Agostinho não questiona e aceita de bom grado
Sabe que não vai ser fácil, mas encara encorajado
E segue para o Gurguéia praticar o que aprendeu
Nos anos que estudou nos tempos de faculdades.
No dia do lançamento da pedra fundamental
Aconteceu grande festa algo fora do normal
Festa que entrou pra historia,
Bem lembrada na memória dos humildes capiaus.
O dia 13 de maio faz parte dessa conversa
Foi o dia escolhido para aquela linda festa
Quem se lembrar da lei Áurea e de Maria de Fátima
Em Colônia do Gurguéia desse dia não se esquece.
Dom Avelar Brandão vilela não estava naquele marco
Mas o padre Anchieta foi lá lhe representar
Antes celebrou uma missa praquele evento marcar
Debaixo da sobra fresca de um frondoso pau-d’arco.
Além do velho guerreiro estavam naquele dia
Algumas autoridades gozando aquela alegria
Muita gente da cidade,
E ainda 46 pessoas das cercanias.
Quando terminou a missa Agostinho discursou
Dando ordem de trabalho que ali iniciou
Escrevendo aquela historia de um povo sofredor
História repercutida que o tempo não apagou.
Antes de se expressar Agostinho refletiu
Ao pegar no microfone a multidão aplaudiu
Para todos os presentes em voz alta ele falou
Palavras sábias de mestre, profecia de sonhador:
— Em nome do Governo Federal, declaro iniciados os trabalhos de instalação do Núcleo Colonial do Gurguéia. “Fiquem todos certos de que os ventos benfazejos do progresso haverão de soprar em direção a estas paragens e num futuro que esperamos ser o mais breve possível, neste local, surgirá um grande pólo de desenvolvimento”
Os ribeirinhos presentes estavam muito empolgados
O discurso de Agostinho os deixou emocionados
Era muita alegria que ali acontecia
Lá nas terras do Gurguéia onde foram assentados.
Naquele dia ali a semente foi plantada
O homem na mata virgem começara a pinicada
Era a penas o começo, mas dentro de poucos dias,
Tudo ali estava mudado e a mata foi derrubada.
A partir daquele instante muita coisa ali mudou
Na Região do Gurguéia o progresso se instalou
Levando uma nova vida para as famílias sofridas
De sertanejos valentes homens bravos e lutadores.
Com o inicio dos trabalhos todos estavam contentes
Muita gente empregada ganhando o suficiente
Cada chefe de família fez sua própria freguesia
Tinha credito no comercio pra comprar seu alimento.
Aberta a primeira rua Agostinho estava certo
Foi lá na parte mais alta e deu uma de arquiteto
E marcou naquele ponto a primeira construção
Erguida naquele chão a mando do seu projeto.
Com as primeiras casas erguidas Agostinho Reis sabia
Para um tão grande projeto muita coisa faltaria
Marcou na segunda quadra o escritório do INCRA
E outras obras importantes e mais embaixo uma serraria.
O assentamento tomava forma de uma cidade
Montaram-se uma estrutura que tinha capacidade
De atender a demanda de toda aquelas famílias
Que por ali residiam naquela comunidade.
Depois da estruturação começaram a levantar
Casas residenciais para os colonos morarem
As primeiras construídas foram para as famílias
Que há muito tempo moravam ali naquele lugar.
A noticia do projeto se espalhou na região
Muita gente ali chegara em busca de ocupação
Todos foram assentados e mais tarde empossados
Lá nas terras do Gurguéia num pedacinho de chão.
O projeto decolava e o povo aplaudia
Mão-de-obra disponível e serviço pra quem queria
Muita fartura na mesa e homem não trabalhava
Com os pés descalços no chão nem de barriga vazia.
Uma triste infelicidade que no Vale aconteceu
Com a crise de malaria muita gente ali morreu
Outros ficaram acamados depois foram consolados
Homens, mulheres e meninos que a febre sobreviveram.
Com a derrubada da mata a sezão se alastrou
Pois ali proliferava o mosquito transmissor
Que picava todo mundo e aquele que não deu febre
É porque não estava ali ou o mosquito não picou.
Aquela sezão maldita não respeitava ninguém
Não tinha rico nem pobre não tinha forte nem fraco
Todos estavam vulneráveis àquela febre espiritada
Que não matava só gente derribava até macaco.
Agostinho preocupado com aquela mortandade
Foi atrás de assistência para aquela comunidade
Conseguiu medicamentos e um avião pra tirar gente
Mais só tirava as pessoas de febre mais agravada.
Depois de um forte combate conseguiram eliminar
Aquela triste doença que queria acabar
Com a vida de todo mundo,
Tanto dos que ali chegavam como os naturais de lá.
Quando a crise foi sanada tudo voltou ao normal
O povo estava tranqüilo levantaram o seu astral
Voltaram firme ao trabalho com a mão de Deus protetor
Tudo ali estava bem e nada mais lhe atrapalharam.
A essa altura o projeto estava bem avançado
Construção pra todo canto e gente chegando de todo lado
O aglomerado de gente parecia uma romaria
Mas todos que ali chegavam sair de lá não queriam.
De pulso firme Agostinho o projeto comandou
O homem era uma máquina parecia um trator
Junto com aquela gente não queria nem saber
Trabalhava dia e noite para o projeto crescer.
Construíram muitas casas para os colonos morarem
Escolas foram erguidas para as crianças estudarem
Até um posto de saúdo lá no Vale existia
Pra combater as doenças e qualquer epidemia.
O Núcleo Colonial já caminhava sozinho
Esse foi um bom pretexto pra transferir Agostinho
Dizem que houve improbidade, mas ninguém nunca provou
Mesmo assim foi transferido o grande administrador.
Tudo que é bom, dura pouco, mas já fazia muito tempo
Que Agostinho Reis estava junto com aquela gente
Quando teve que ir embora foi aquele chororô
Muita gente desmaiaram, pois lhe tinham muito amor.
Foram quase quinze anos de total dedicação
Que o agrônomo florianense dirigiu com atenção
O destino do projeto que ajudou a construir
Mas era chegada a hora de ir embora dali.
Agostinho foi levado pra outra parte do país
Comandar outros projetos onde fora mui feliz
Em seu lugar lá no Núcleo assumiu outro rapaz
Que atendia pelo nome de João Alfredo Gaze.
João Alfredo continuou os trabalhos de Agostinho
Novas oportunidades foram por ali surgindo
Mais famílias assentadas naquela área de chão
E o projeto andando firme sempre em boa direção.
Muitos anos se passaram até que chegou o dia
Que o João deixava o cargo Vidal Cortez assumia
Com muita força e coragem Vidal fora empossado
Pra enfrentar os desafios que ali ainda existiam.
A essa altura dos fatos começa a preocupação
O Núcleo Colonial queria a emancipação
Mas não foi tão fácil assim, pois além de outras coisas
Comprara uma grande briga com a mãe, ELIZEU MARTINS.
Depois de uma longa batalha a filha venceu a mãe
Conseguiu um plebiscito pra saber a opinião
Se todos eram a favor daquela emancipação.
Com o resultado das urnas a maioria venceu
Muito “SIM” e poucos “NÃO” e o “SIM” prevaleceu
De forma bem democrática o Núcleo Colonial
Tornara-se independe se desmembrando de Elizeu.
Começava uma nova história naquela localidade
Uma lei estadual a transformava em cidade
O núcleo colônia deixava ali de existir
E a COLÔNIA DO GURGUÉIA passou a ser realidade.
Vinte e nove (29) de abril é dia de animação
Em Colônia do Gurguéia todos na mesma emoção
Celebram o aniversario dos anos já completados
Que aquela nobre Cidade teve sua emancipação.
Na primeira eleição daquela comunidade
O grande Padre Anchieta era o nome mais cotado
Pra ser o primeiro prefeito de Colônia do Gurguéia
Mas uma ação da oposição derribara a sua idéia.
O Padre não se abateu com aquela decisão
Pois tinha gente à altura pra ganhar a eleição
Nomeou um grande amigo para disputar o pleito
Crispim Pereira de Araújo fora o primeiro Prefeito.
O Crispim honrou o cargo que lhe fora conferido
Fez boa administração e povo aprovou
Ao findar o seu mandato nomeou seu grande amigo
Pois queria eleger aquele que lhe indicou.
Quatro anos se passara e o mandato se findando
O Crispim se articulando para enfrentar mais um pleito
A disputa não foi fácil contra Osvaldo Araújo
Mesmo assim o Anchieta fora eleito prefeito.
Empossado no poder o Padre estava cansado
Mas queria governar pra toda comunidade
Não perdera suas origens nem sua dignidade
Pois tinha uma vida pautada no trabalho e na amizade.
Ao findar aquele mandato tinha um nome em ascensão
Mas não era aliado daquela administração
O Padre já desgastado não era mais candidato
Lançou um nome do grupo que perdera a eleição.
Raimundo José Almeida que fora eleito prefeito
Teve grande maioria em 2000 naquele pleito
Eram dois nomes de peso na chapa da oposição
O povo simpatizou, com eles e não teve jeito.
Com o filho do Crispim assumindo o poder
Uma nova luz no horizonte o povo podia ver
Raimundo José empolgado disse: agora vamos ver
Formara uma grande equipe que trabalhou pra valer.
Ao findar aquele mandato para o povo e com o povo
Raimundo José Crispim era candidato de novo
Sua chapa era formada com o jovem Dr. Chiquim
Um filho daquela terra simpatizante de todos.
O resultado das urnas o povo já esperava
Com uma grande maioria aquela dupla ganhava
Em Colônia do Gurguéia nova aurora despontava
Com aquela administração que depois iniciara.
Dr. Chiquim foi um vice-prefeito bem diferente
Trabalhava dia e noite pra ver a cidade ir pra frente
Assumiu a secretaria de saúde da cidade
Com responsabilidade ele cuidou dos doentes
Dr. Chiquim secretário, na saúde fez história.
Cuidou bem de todo mundo, ele fazia questão
Tava na boca do povo, não saia da memória
O seu nome estava forte para a próxima eleição
Houve alguns obstáculos para aquele pré-candidato
Mas ele não se abateu, pois queria ser prefeito
O povo estava com ele por isso não era fraco
Era só sair candidato que depois seria eleito
No dia da convenção, Dr. Chiquim foi aclamado
Era ele o candidato do grupo e do povão
O seu vice era o Mesquita que o povo defendia
Pois sabia que com eles ganhariam a eleição
A campanha do Dr, contagiou a cidade
Era cada musica linda que dava gosto de ouvir
Quando os carros de sons passavam todos ficavam empolgados
Ouvindo as lindas letras e a voz do Adelmir
No dia da eleição nem uma surpresa aconteceu.
Todo mundo já esperava o resultado do pleito
Dr. Chiquim e Mesquita com maioria venceram
E o médico veterinário agora era prefeito
No dia 1º de janeiro do ano de 2009
Dr. Chiquim assumia o comando da cidade
Tinha ele um compromisso: trabalhar pelos mais pobres
E governar a cidade com muita sinceridade
Daquele tempo pra cá muita coisa aconteceu
E Colônia do Gurguéia a passos largos cresceu
Hoje está desenvolvida aquela terra querida
Que apesar dos empecilhos todos esforços valeram.
Vou terminar minha história e afirmo que foi assim
Que tudo aconteceu do inicio até o fim
Mas se tem alguém ai duvidando do meu dito
Escreva a mesma historia e venha contar pra mim!
Para quem não me conhece está ai o meu nome
Adelmir Alves de Andrade filho e neto de colonos
Esta história eu conheço porque alguém me contou
Meu pai Luiz Alves da Silva e seu Joaquim meu avô.
A todos que me entenderam obrigado pela atenção
Quando falo da Colônia é muita satisfação
Meu coração pulsa forte aumenta a aceleração
Minha voz fica embargada ofegante e entrecortada de tamanha emoção.
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